O ministro Luís Roberto Barroso participou da Brazil Conference, na Universidade de Harvard, compondo o painel “Tolerância: Relações entre Estado e Religião no Brasil”, ao lado da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, do arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, e da deputada federal Geovania de Sá (PSDB/SP).

Ética

Para o ministro, a religião é uma forma de introduzir ética nas relações humanas, mas não a única. “As pessoas têm o direito de escolher seus caminhos, mas o dever de viver uma vida ética de acordo com seus valores e suas convicções”, defendeu. A seu ver, vida ética pode se materializar em uma proposição que unifica todas as regiões e todas as principais filosofias: devemos agir em relação ao outro da mesma maneira que gostaríamos que agissem em relação a nós mesmos.

Papel do Estado

Ele defendeu a laicidade do Estado e o papel do Judiciário na garantia das liberdades religiosas e de escolha. Um dos exemplos citados foi o reconhecimento, pelo STF, da união homoafetiva. “A Constituição prevê formalmente três modalidades de família: as que resultam do casamento, as monoparentais e as resultantes das uniões estáveis. Por decisão do STF, o elenco foi ampliado para quatro, incluindo as uniões homoafetivas. E o STF agiu bem: o Estado não tem o direito de impedir que uma pessoa coloque seu sentimento e sua sexualidade onde mora o seu desejo”, afirmou.

Drogas

Nos debates, Barroso foi questionado também sobre a questão das drogas, e defendeu que o papel do Estado deve ser semelhante ao proposto em relação ao aborto: desincentivar o consumo, evitar o tráfico e apoiar dependentes. “A guerra às drogas fracassou, e tratar com polícia e prisão não está funcionando”, afirmou.

 

 

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