A crise política na Venezuela voltou a ficar tensa, após o autoproclamado presidente interino Juan Guaidó – reconhecido como presidente do país pela Assembleia Nacional e mais de 50 países—orquestrar a soltura do líder opositor Leopoldo López, que estava em prisão domiciliar e, ao lado de militares, convocar a população às ruas para tirar Nicolás Maduro do poder.

. Em mensagem de vídeo divulgada por meio de seu Twitter, Guaidó disse que “o momento é agora”, rodeado por membros das Forças Armadas, a quem o regime chavista agora acusa de “traição”.

“Estamos enfrentando e desativando um pequeno grupo de militares traidores que se posicionaram (…) para promover um golpe de Estado”, afirmou Jorge Rodríguez, ministro da comunicação chavista. Já há protestos com conflitos em Caracas. Tanto Guaidó quanto Maduro dizem ter o apoio dos militares.:

A Embaixada da Rússia na Venezuela assegura que os militares venezuelanos estão do lado de Maduro. A Rússia é hoje um dos principais aliados do regime, ao lado de China e Turquia.

O secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, também se manifestou. Em um comunicado, Pompeo afirmou que, “hoje, o presidente [autoproclamado] interino Juan Guaidó anunciou o início da Operação Liberdade. O governo dos Estados Unidos apoia integralmente o povo da Venezuela em sua busca pela liberdade e pela democracia. A democracia não pode ser derrotada”.

Uma reunião foi agendada para a tarde desta terça-feira, no Palácio do Planalto, com as participações esperadas do presidente Jair Bolsonaro, do vice-presidente Hamilton Mourão e de ministros, para debater a situação da Venezuela.

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