De todos os homenageados com o título de cidadania paraibana, nenhum vibrou e festejou mais do que Gabriel Diniz, o elétrico cantor que nos deixou, prematuramente, ontem. O depoimento é do autor da homenagem, o deputado estadual licenciado João Gonçalves.

Assim que viu a propositura aprovada e fora notificado, Gabriel comunicou: quero receber logo. Poucos dias depois estava lá ele na tribuna da Casa agradecendo a concessão. Pouco mais de um mês depois seria sua partida final, sem despedida.

Essa relação profunda e intensa com a Paraíba talvez seja o maior legado público para nós, seus conterrâneos. O orgulho, o sentimento de pertencimento, a identidade com a terra que adotou e por ela foi adotada, mesmo brotado noutro chão, o Mato Grosso do Sul.

O avião de Gabriel não chegou ao destino. A vida do menino de família simples sim. Ele cumpriu um roteiro de vitórias no ofício que abraçou. Palmo a palmo, degrau a degrau, ele conquistou seu lugar num universo tão concorrido quanto cruel: o mundo da música e da fama.

E cresceu sendo quem era. Levou ao palco o sujeito ligado na tomada, o brincalhão, descontraído e cheio de vida e alegria. O que conquistou multidões, fama e sucesso.

Qualquer sujeito talentoso tem muito mais chance de ser reconhecido na sua arte noutras regiões do país, o sudeste especialmente. Nascer ou viver na Paraíba é quase uma contramão na estrada do sucesso. Mas Diniz não se assombrou e fez dela seu caminho na corrida que o levou ao seu pódio.

Ele voou e provou para muitos jovens paraibanos, cada um nas suas vocações, que sonho não tem medida e nem distância. Como o anjo homônimo, Gabriel se despediu do jeito que viveu: nos ares. Sonhando e realizando alto.

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