O professor Lúcio Flávio, ex-candidato a reitor da UFPB, está propondo um pacto entre os pré-candidatos à reitoria na eleição que será realizada no próximo ano.

No pacto, ficaria acordado que cada candidato só aceitaria a nomeação se fosse o mais votado. É que o presidente Jair Bolsonaro vem desrespeitando a autonomia universitária e indicando para reitor candidato que ficou em terceiro lugar, com menos de 5%.

A posição de Lúcio Flávio é justa, mas faltou uma análise mais aprofundada aos governos do PT. Porque a atitude de Bolsonaro não é ilegal, pois ele pode escolher qualquer um da lista tríplice.

Tal medida poderia ter sido alterada no Congresso, mas o Partido dos Trabalhadores (PT) nunca achou importante em mais de uma década de governo.

Confira o texto do professor Lúcio Flávio:

UFPB sob ameaça.

A Universidade Federal da Paraíba é o maior patrimônio intelectual do nosso estado. Fundada por José Américo de Almeida em 1955, ao longo das décadas vem formando milhares de profissionais nas mais diversas áreas do conhecimento. Mas sua autonomia está sob ameaça!

Desde 1988, a comunidade universitária vem escolhendo democraticamente seus dirigentes. Os sucessivos governos têm respeitado a decisão da maioria: reitor mais votado, reitor empossado.

O governo Bolsonaro tem desrespeitado esse princípio básico da democracia. Em três instituições federais de ensino (UFC, UFFS, CEFET-RJ), o MEC nomeou o terceiro colocado na consulta.

No primeiro semestre do próximo ano, os integrantes da comunidade universitária da UFPB irão escolher o seu máximo dirigente. 

Qualquer candidato ou candidata terá que assumir o compromisso com a comunidade: só aceitar ser nomeado, se for o mais votado.

Do contrário, enfrentará um profundo movimento de resistência da maioria, que acredita ser a opção democrática a única viável e correta.

 

 

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