O ex-governador Ricardo Vieira Coutinho (PSB), voltou a falar sobre a crise instaurada no PSB após a dissolução do Diretório da Paraíba e sua indicação para a presidência da Comissão Provisória, que irá gerir a legenda no estado. O socialista voltou a afastar a tese de ‘golpe’, defendida por uma ala do partido, e questionou a falta de legitimidade apontada por partidários para comandar o PSB.

“Eu vejo com muita tristeza, porque eu servi para eleger 22 estaduais, seis federais, o estadual mais votado, o federal mais votado, o senador mais votado e um governador que há quatro meses da eleição tinha 2% de conhecimento. Servi para empenhar minha palavra, para não sair candidato ao Senado, e não sirvo pra ser presidente do partido?”, questionou.

SAÍDA DE JOÃO AZEVÊDO DO PSB

Ricardo falou ainda sobre a possibilidade da saída do governador João Azevêdo do PSB, garantido que ‘não vê motivo para rompimento com o partido que lhe deu a primazia de governo o estado, apesar de muita gente torcer para isso’. Sobre a renúncia presidentes municipais do partido, o ex-governador foi direto: ‘Você perde gordura para ganhar músculo’.

DECLARAÇÕES DE ADRIANO GALDINO, RICARDO BARBOSA E HERVÁZIO BEZERRA

Questionado sobre as recentes falas dos deputados Adriano Galdino e Ricardo Barbosa, e o secretário Hervázio Bezerra sobre a sua responsabilidade na crise interna do partido, Ricardo Coutinho conteve-se a declarar que “a ingratidão infelizmente é um sentimento meio que permanente no exercício da história da humanidade”.

Ele comentou ainda que “pessoas que, se não fosse a minha convivência e minha determinação, não teriam conseguido chegar onde chegaram. Gente que inúmeras vezes não passavam de uma suplência e com o meu auxílio, essas pessoas deixaram de ser eternos suplentes para ser titulares de mandato. Pessoas que eu escolhi para alçar no Parlamento, lugares mais altos”.

LIDERANÇA DO PSB

Agora na presidência da comissão provisória do PSB na Paraíba, Ricardo declarou que continua sendo um militante e permanece lutando dentro do espaço que lhe cabe. De acordo com o ex-governador, sua conduta à frente da comissão provisória terá suas características comuns. “Eu existo para somar, mas existo para somar aqueles que querem ser somados, aqueles que querem caminhar juntos na mesma direção”, explicou.

icardo não deixou de citar alguns integrantes do PSB que, sob seu ponto de vista, estariam trabalhando contra o próprio partido. Ele revelou que o deputado Ricardo Barbosa nunca teria comparecido a reuniões do PSB. O secretário de Esportes da Paraíba, Hervázio Bezerra, também não foi poupado das reclamações do governador.

Ainda durante a entrevista, Ricardo declarou que Nonato Bandeira e Edvaldo Rosas coagiram lideranças políticas. Para o ex-governador, “feudalizaram o Estado. Eu alertei a João sobre isso. Nonato Bandeira comandou esse processo de lotear o estado através dos deputados. E eu avisei a João e hoje tá aí ele está aí refém da maioria da Assembeia Legislativa”, resumiu.

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