A reitora da Universidade Federal da Paraíba, professora Margareth Diniz, afirmou que as instituições públicas estão atentas as intenções de privatização e desmonte da educação pública. Ela disse ainda que a verba liberada pelo Governo Bolsonaro, de R$ 20 milhões de reais, não é suficiente, para manter o orçamento da instituição até o final desse ano. A prioridade dos pagamentos é da assistência estudantil, com os pagamentos de bolsas, terceirização, água e energia.

Segundo Margareth, todo o setor da educação está atento as manobras do Governo Federal para diminuir recursos e inviabilizar a manutenção da instituições públicas.

“Começamos a trabalhar com um orçamento muito abaixo e esse valor só dá normalidade até final desse ano. Não baixamos a guarda em nenhum momento. Não abrimos mão da Universidade Pública, que é socialmente referenciada internacionalmente em altíssimo patamar, principalmente quando sabemos que 90% das pesquisas desse país vem da universidade pública, inovação tecnológica vem das federais. Entregamos profissionais de alta qualidade para o mercado. Nós estamos em alerta e atentos para lutarmos para que o desmonte na educação não seja feita. Nós iremos até o ultimo suspiro para defender essas universidades, que é patrimônio dos nossos filhos, netos e das futuras gerações”, explicou.

“Temos recursos encaminhados para a assistência estudantil, mas queremos transformar o decreto em lei, pois se o presidente quiser acabar ele acaba. Esse recurso é muito importante para viabilizar a inclusão social, pois sabemos que 50% dos estudantes vêm de escola pública, ele já vem com uma vulnerabilidade socioeconômica grande, então não podemos correr o risco de perder esse importante recurso”, alertou.

Margareth ainda criticou a proposta de modernização intitulada de ‘Future-se’, imposta pelo governo. “Esse projeto foi elaborado no MEC sem participação de reitores e dos estudantes. Na sequência foi apresentado e ficamos acomodados pela criaação de Organizações Sociais, que irão controlar as instituições, ainda quer o fim de concursos públicos com professor contrato com CLT e nós não concordamos . Abriu-se uma Consulta Pública que foi encerrada em 29 de agosto e agora os Ministros estão indo a Andifes dizer que querem trabalhar junto com os reitores. Depois disso ainda irá para a Câmara Federal, onde será apreciada na Comissão de Educação. E nós temos também que conversar com os nossos parlamentares. Se for transformada em lei,  nós iremos levar para o Consune, é ele que vai decidir se faz a adesão ou não. Já fizemos assembleia e a maioria rejeitou. Aguardamos a definição. Nosso encaminhamento sempre será em defesa da instituição”, explicou.

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