O presidente da República em exercício e presidente do Senado, Davi Alcolumbre, assinou decreto que vai prolongar por 60 dias o pagamento do seguro-defeso aos pescadores que foram afetados economicamente pelo vazamento de óleo nas praias do Nordeste. Ao todo, 60 mil trabalhadores recebem o benefício na região.

O ato aconteceu no Palácio dos Despachos, sede do Governo de Sergipe, em Aracaju. Acompanhado por senadores do Nordeste, pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e pelo governador do estado, Belivaldo Chagas, Davi verificou a situação das praias de Aruana e Atalaia.

“A prorrogação do seguro-defeso é o reconhecimento a essa cadeia produtiva, para que a gente possa socorrer homens e mulheres trabalhadores que tiram o seu sustento da pesca”,  disse Davi.

“Nossa presença aqui é um sinal da presença do Poder Executivo no Nordeste brasileiro para, de uma vez por todas, referendar essa participação decisiva no auxílio à minimização desta tragédia ambiental. É um episódio inédito o que acontece hoje com essa mancha de óleo, ainda sem explicação concreta, mas o governo federal tem envidado todos os esforços para apoiar os atores de ponta, que são os pescadores”, destacou o presidente.

A MP, segundo Davi, dará condições aos municípios e estados para contratarem mais trabalhadores, a fim de continuar a retirada dos rejeitos de óleo das praias, além de ajudar a fortalecer a cadeia produtiva.

“Esse drama que vivemos é um caso único, de proporções inimagináveis, mas nossa estada como presidente em exercício, acompanhado de todas as autoridades aqui, significa a preocupação do governo central sobre o que fazer para diminuirmos os danos. Nossa vinda é um gesto político e institucional com o Nordeste brasileiro, de reconhecimento a essa região, a sua capacidade de desenvolvimento econômico, e com o nosso país”, garantiu.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, garantiu que o governo federal tem disponibilizado tecnologias, equipes e parcerias internacionais para identificar as causas do vazamento desde o início do problema. São cerca de 10 mil homens do Exército trabalhando de forma ininterrupta na área, segundo ele. Ao ressaltar que o assunto não deve ser usado com motivações políticas ou demagógicas, o ministro disse que o momento é de trabalho.

Salles disse que o problema não afetou todo o Nordeste, mas pontos específicos. Ele ressaltou que um trabalho conjunto do governo federal com os poderes estaduais e municipais tem possibilitado a retirada de toda a sujeira das águas.

 

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