A sucessão de crises políticas transformou o mandato do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em fonte geradora de instabilidade. A sugestão’ do deputado federal, Eduardo Bolsonaro (PSL), sobre a criação de um novo ‘AI-5’, foi a mais recente polêmica de um governo com as vísceras expostas em seu próprio berço, o PSL.

Congressistas paraibanos, de correntes partidárias opostas, foram questionados se o país suportará a mais três anos de intenso ataque as instituições, o Estado Democrático de Direito e a Constituição. O líder da bancada federal do estado, deputado Efraim Filho, do DEM, partido que exerce forte influência no governo Bolsonaro, cobrou do núcleo do presidente o distensionamento nas relações e o fim da polarização de extremos.

“As forças e pessoas que transitam em torno do núcleo do governo tem que agir para procurar distensionar e focar na agenda do Brasil e não nessa agenda política. O Brasil precisa distensionar e acho que será bom para o país se conseguirmos desarmar o palanque e evitar essa polarização de extremos e tentar construir uma agenda que seja do Brasil”, avaliou Efraim.

Para o senador Veneziano Vital, do PSB, o país não suportará mais três anos de rupturas institucionais. “Isso cria graus de instabilidade, insegurança, isso faz retroceder processos que estão avançados. O que está pensado e planejado deixa de acontecer”, disse.

“Não podemos nos calar. Nós temos que ter as reações cabíveis e previstas em lei diante desses sobressaltos e cenário que o próprio presidente e os mais próximos, entre os quais os seus filhos, desejam ao lançar mão dessa estratégia de condicionar, ameaçar, de colocar sob dúvidas os processos democráticos”, completou.

Na noite dessa sexta-feira (1º), o deputado federal Pedro Cunha Lima, do PSDB, apontou duas armadilhas do governo: a virtual e a polarização de extremos.

“Não basta postar e em seguida deletar, pedindo desculpas, para dizer que isso não foi nada e está resolvido. Temos que sair dessa mania de reforçar uma armadilha que não é só virtual. São duas armadilhas. Essa do debate virtual que é precarizado, parecendo que o que importa é dá a melhor mitadinha, quem faz o melhor meme, quem faz a sacada mais genial e simples, que consegue ter vitória no debate. Tem vitória no debate quem consegue colocar o país para funcionar, quem gera emprego e coloca a carreira do professor para ser atrativa. A segunda armadilha é o reforço da polarização. As pessoas precisam compreender, como esse estímulo a polarização tem feito mal. Precisamos debater os problemas do ponto de vista técnico”, avaliou o tucano.

 

Fonte: Mais PB

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