Os magistrados paraibanos foram às urnas na última sexta (8) para eleger a gestão 2019/2022 da Associação dos Magistrados da Paraíba. A chapa única “Unindo a Magistratura, com diálogo, independência e garantia de direitos”, que tem como presidente o juiz Max Nunes de França, recebeu 176 votos válidos – o que representa 94% de adesão perante o eleitorado que compareceu e expressou o seu voto. Também foram contabilizados 1 voto nulo e 9 em branco. Ao todo, participaram do pleito 186 associados, de um universo de 348 aptos a votar. Logo após a apuração, ocorreu a posse dos eleitos, com a imediata investidura nos respectivos cargos.

Após a posse, Max Nunes agradeceu aos colegas pela confiança depositada em sua candidatura e por poder nos próximos três anos conduzir a AMPB. “É uma missão difícil, mas que precisa ser enfrentada. Sei que não é tarefa fácil, mas que precisa ser exercida com coragem, dedicação, altivez e independência. Prometo honrar o nome da magistratura da Paraíba e o cargo de presidente da Associação, me esforçando para que todos vocês possam se orgulhar dessa representação e da AMPB”, assegurou o novo presidente.

“Sem jamais abandonar nossas antigas bandeiras associativas, como a democratização da escolha de dirigentes do Poder Judiciário e o aperfeiçoamento da objetivação do merecimento em promoções e remoções de juízes, seguiremos na luta para que a priorização do 1º Grau no Poder Judiciário da Paraíba seja implementada, em toda a sua inteireza”, informou Max Nunes.

Segundo o novo presidente da AMPB, é mais que necessária a otimização de recursos humanos e materiais no Tribunal de Justiça da Paraíba, de forma que uma ampla reestruturação administrativa e das unidades judiciárias do TJPB se tornem imprescindíveis para que a prestação do serviço jurisdicional ocorra da maneira que todos anseiam, ou seja, com eficiência, celeridade e efetividade. “Sobretudo em tempos de dificuldades orçamentárias”, verifica.

Max Nunes enfatiza que pretende “manter a associação altiva e independente”, fazendo disto o diferencial de sua gestão, utilizando ferramentas como o diálogo franco e a contraposição necessária para assegurar uma postura firme e capaz de defender de forma legítima todos os interesses da magistratura paraibana.

O magistrado pretende colaborar com uma ampla e imediata restruturação do Poder Judiciário, embasada em dados e critérios técnicos, cujo resultado reflita em melhoria das condições de trabalho e também da prestação jurisdicional.

Max Nunes substitui a juíza Maria Aparecida Gadelha, primeira mulher a presidir a AMPB. A magistrada se despede reconhecendo que “a jornada não foi fácil”. Entretanto, completa, “passamos o bastão agora com o conforto da consciência tranquila pelo dever cumprido e por termos lutado brava e lealmente para honrar nossos compromissos, os objetivos do Estatuto e, ainda, por cada um dos associados, sempre avaliando e executando a melhor estratégia para o alcance dos nossos propósitos”, releva a magistrada.

As eleições da AMPB foram conduzidas pelos juízes Marcos William de Oliveira (presidente da Comissão Central Eleitoral – João Pessoa); Andressa Torquato Silva (presidente da Comissão Eleitoral Guarabira); Vandemberg de Freitas Rocha (presidente da Comissão Eleitoral Campina Grande); Isabella Joseanne Assunção Lopes Andrade de Souza (presidente da Comissão Eleitoral Patos) e Bernardo Antônio da Silva Lacerda (presidente da Comissão Eleitoral Sousa).

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