Quero lutar democraticamente nesse país pelos direitos do povo brasileiro. Quero garantir a democracia. Esse país tem que recuperar a verdade, porque o que está aí é uma grande mentira“.

Com essas palavras, Lula encerrou sua terceira atividade partidária desde que deixou a prisão política em Curitiba, onde ficou 580 dias preso injustamente. Em Salvador, junto à militância petista, um dos pilares da resistência pela liberdade de Lula, o ex-presidente discursou ao lado da presidenta nacional do PT, Gleisi Hoffmann, do ex-ministro da Edução Fernando Haddad, do governador da Bahia, Rui Costa, do senador Jaques Wagner e do líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta.

Durante todo o discurso, que levou por volta de uma hora, Lula mostrou que saiu mais forte desses quase 600 dias de cárcere. Com um discurso afiado, ele analisou a situação política do país, falou sobre o papel do PT no futuro do Brasil e, com toda sabedoria e perspicácia que o tornou o maior líder político da história, apontou rumos para o povo brasileiro. Durante todo o tempo, a militância vibrava ao ouvi-lo, comentava suas palavras e o aplaudia, como se exorcizasse naquele momento toda a saudade de ouvir o operário que sempre encantou multidões pelo país.

Em sua fala, Lula defendeu o protagonismo do partido no cenário político do país: “O PT tem que ser mais forte, mais unido, mais disposto a brigar. O PT polarizou em todas as eleições e vai continuar polarizando. Não existe tradição política como a desse partido. Eles não vão conseguir tirar o PT das disputas eleitorais desse país, com Lula ou sem Lula. Eu posso subir a rampa em 2022 levando o Haddad, levando o Rui, levando os outros companheiros. Mas o PT só cresce se disputa, não nasceu para ser um partido de apoio”.

O ex-presidente também reafirmou os objetivos do Partido dos Trabalhadores e a importância do mesmo na construção do País: “Será que os petistas que dizem que o PT deve fazer autocrítica têm consciência que nós conseguimos criar o maior partido da América Latina? Não existe no mundo partido similar. Um partido de esquerda criado nesses moldes, unindo correntes com o objetivo de criar uma sociedade mais justa, mais igual, não existe. Ontem, o Pimenta demonstrou a razão do PT ter nascido”, afirmou Lula, se referindo à resistência do parlamentar na invasão da embaixada da Venezuela por pessoas da direita.

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