Alvo de investigação de um suposto esquema de desvio de verbas do fundo eleitoral destinado a candidaturas femininas do Partido Social Liberal (PSL) de Minas Gerais na eleição de 2018, o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, não só negou a denúncia como acusou o jornal “Folha de S. Paulo” – que trouxe o tema à tona há nove meses – de fazer publicações irresponsáveis.

Em audiência pública da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, ele respondeu aos questionamentos dos deputados e negou que tenha existido esquema de desvio de recursos públicos. Marcelo Álvaro Antônio afirmou ser alvo de inimigos políticos e se disse vítima de um processo policial injusto e implacável.

“É um inquérito de 6.600 páginas, onde houve mais de 80 pessoas ouvidas, busca e apreensão de celulares e HDs do partido. É uma investigação implacável por parte das autoridades policiais de Minas, e estou muito feliz de dizer que não há nada que diretamente aponte qualquer ilícito ou procedimento inadequado da minha parte”, afirmou.

O ministro do Turismo é investigado por acusações de falsidade ideológica, associação criminosa e apropriação indébita. Das pessoas ouvidas pelo Ministério Público e pela Polícia Federal, o ministro admitiu apenas que uma candidata, Zuleide Oliveira; e um ex-assessor, Haissander Souza de Paula; o acusaram em depoimentos pessoais. Quanto às acusações da candidata, disse que provou estar em local diverso do afirmado por ela; e que o assessor negou o próprio depoimento no dia seguinte.

Sobre as acusações da deputada Alê Silva (PSL-MG), que denunciou o ministro à mídia e o acusa de ameaçá-la de morte, Marcelo Álvaro Antônio afirmou que ela entrou em clima de “denuncismo falso” para derrubar um ministro e resolver seu problema político regional.

“A deputada fez essas denúncias por objetivo próprio. Ela mesma disse que teria 37 ou 39 comissões provisórias nomeadas para ela. E quando o Enéais Reis (PSL-MG), meu suplente, assumiu (como deputado federal), foi decidido, no âmbito do partido, que ele teria a prerrogativa de indicar todas as comissões. Ela perdeu as comissões, então elaborou um plano de derrubar um ministro para derrubar o suplente”, contou.

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