O processo eleitoral para a Diretoria Executiva da ADUFPB – gestão 2019-2021 confronta-se com uma conjuntura que tem produzido ameaças à democracia brasileira, ao financiamento das universidades públicas e das atividades científicas, comprometendo conquistas nos campos dos direitos humanos, sociais, trabalhistas e econômicos. Nesse cenário grave e adverso, faz-se imperativo lutar contra o aprofundamento da crise econômica, social e política em nosso país.

O governo de Bolsonaro tem se notabilizado pela adoção de uma agenda marcada pelo ataque às liberdades democráticas, atingindo diretamente conquistas e direitos históricos forjados nas lutas sociais. É premente, portanto, a necessidade de agregar forças para a resistência democrática.  As medidas adotadas pelo governo estão comprometendo as universidades públicas e produzido efeitos que já estão sendo sentidos no cotidiano dos três segmentos que compõem a comunidade acadêmica.

As verbas para custeio das universidades estão sendo brutalmente reduzidas, assim também as verbas de capital, submetidas a cortes que impedem as IFES de dar continuidade a compromissos assumidos para ampliação do acesso e modernização de instalações, restringindo ainda a aquisição de materiais permanentes fundamentais para o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão.

A ADUFPB e a atual conjuntura

Nesse cenário, a luta sindical do Movimento Docente está cada vez mais desafiadora, para a garantia e ampliação da autonomia universitária, pois o programa FUTURE-SE, apresentado pelo governo Bolsonaro para as universidades e institutos federais, modifica completamente a estrutura dessas instituições, retirando sua autonomia de gestão financeira. Nos últimos dias, o governo sinalizou nova frente de ataque aos direitos dos servidores públicos federais, desta vez por meio de uma Reforma Administrativa. Alterações na jornada de trabalho, redução de salários, fim da Dedicação Exclusiva e da Estabilidade são algumas das mudanças anunciadas, e propagadas pela grande mídia, a afetarem os serviços públicos, com efeitos ainda mais perversos nas universidades, considerando-se as excessivas dificuldades impostas aos docentes em sua dedicação às atividades de ensino, pesquisa e extensão.

Com o andar desses acontecimentos políticos, as consequências econômicas são cada vez mais duras para o povo: desemprego crescente, salários em queda e com menos acesso a serviços públicos, a população muito tem sofrido com a situação instaurada no Brasil desde o Golpe de 2016. Com a aprovação da reforma trabalhista, altamente regressiva para a população trabalhadora, a entrada em vigor da Emenda Constitucional (EC95/2016), que limita drasticamente os gastos públicos, incluindo saúde e educação por 20 anos, e, agora, com a aprovação da Reforma da Previdência, que enterra as possibilidades de aposentadoria com dignidade para a classe trabalhadora brasileira, o momento político se revela grave e complexo.

Em seus 41 anos de existência, a ADUFPB, contando com a contribuição de inúmeras pessoas e várias gerações, tem travado as mais expressivas lutas por democracia e em defesa da universidade pública. Aprimorar e ampliar essas lutas em torno dessas bandeiras democráticas, tão caras a todos nós, docentes, é, ao mesmo tempo, o nosso desafio e o nosso compromisso. Ninguém que defenda a universidade pública, gratuita e de qualidade deve estar fora desse movimento.

 

São compromissos da Chapa 1 – Universidade, Democracia e Luta

– Fortalecer o ANDES-SN
O ANDES – SN tem uma história de luta pela educação pública no Brasil. Manter esse sindicato combativo e atuante faz parte de nossas tarefas imediatas.

 – Fortalecimento do Sindicato
Um sindicato demonstra sua força também pelo número de sindicalizados. Planejamos fortalecer as campanhas de filiação. Quem tem sindicato nunca está só!

– Transparência e descentralização administrativa
Continuidade à transparência e à descentralização administrativa, consolidando projetos e agendas específicas a cada diretoria, sempre à luz das pautas assumidas como compromisso de gestão.

– ADUFPB Intinerante nos Centros
Retomar uma prática sindical de ir aos Centros da universidade para levar os temas sindicais e da categoria, ampliando o debate para fortalecer as instâncias sindicais.

– Política de Comunicação – Novo canal de comunicação Aplicativo ADUFPB
A ADUFPB vem, ao longo dos últimos tempos, aperfeiçoando as novas tecnologias digitais, mas isso é ainda um grande desafio. O site se modernizou e atende a diferentes plataformas, os perfis nas redes sociais têm cada dia uma maior procura com um número crescente de seguidores, Os Boletins impressos assumiram também um formato digital mais acessível aos sindicalizados. Nossa avaliação é que precisamos ampliar e fortalecer a política de comunicação do sindicato, então, pretendemos ter um canal de comunicação visual direto com os sindicalizados e construir um aplicativo da ADUFPB.

– Fortalecer e ampliar o  “Projeto Realidade Brasileira e Universidade”
O Projeto Realidade Brasileira e Universidade é um espaço de formação e atualização sobre o sindicalismo e a vida acadêmica. Planejamos fortalecer esse espaço construindo uma agenda de debates.

– Dar continuidade às ações no âmbito cultural, entendendo este como instrumento de resistência e de luta
Fortalecer ações no âmbito cultural, favorecendo atividades de formação e debates acerca de temas e problemas que hoje assombram o universo cultural e artístico do nosso país, como as ameaças às formas de cultura não hegemônicas, a imposição da censura e de outras práticas opressoras. Mais que um campo de lazer e entretenimento, a esfera da cultura atualmente demanda reflexões e políticas atentas à heterogeneidade, à complexidade e à diversidade de nossas práticas culturais.

– Realizar consultas/pesquisas sobre a vida acadêmico- sindical
É importante estimular a participação da categoria e criar diversas formas de interação para que nossos(as) filiados(as) possam contribuir com as atividades e propostas para a ADUFPB.

– Manter a Transparência sobre as Ações Jurídicas, realizando plenárias e reuniões com os envolvidos nas ações
A prática tem demonstrado a relevância de realizar encontros sistemáticos para tratar das ações judiciais, possibilitando a socialização das informações, esclarecimentos e levando as decisões e encaminhamentos às instâncias decisórias da entidade, prática que vem sendo realizada nos últimos anos. Integração das informações jurídicas ao App da ADUFPB.

– Atividades voltadas à Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora
A saúde docente torna-se uma das questões fundamentais de nossos dias. A lógica do trabalho acadêmico tem desencadeado inúmeras patologias, algumas das quais ainda desconhecidas do público docente. O sindicato torna-se um espaço vital para tematizarmos essas questões.

 

CONHEÇA OS INTEGRANTES DA CHAPA 1  [ Universidade, Democracia e Luta ]

Presidente: FERNANDO JOSÉ DE PAULA CUNHA (CCS)
Vice-Presidenta: FRANCILEIDE DE ARAÚJO RODRIGUES (CCS)
Secretário Geral: EDSON FRANCO DE MORAES (CCSA)
Tesoureira: MARTA MARIA DINIZ CORDEIRO (CCS)
Diretora de Política Educacional e Científica: RITA PORTO (CE)
Diretora de Política Social: TEREZINHA DINIZ (CE)
Diretora Cultural: SANDRA AMÉLIA LUNA CIRNE DE AZEVEDO (CCHLA)
Diretor de Divulgação e Comunicação: CRISTIANO BONNEAU (CCAE)
Diretor de Política Sindical: ANTÔNIO JOAQUIM RODRIGUES FEITOSA (CCEN)
Diretora para Assuntos de Aposentadoria: MARIA IVETE MARTINS CORREIA (CE)
Suplente da Secretaria Geral: ALEXANDRE NADER (CE)
Suplente da Tesouraria: NORMA MARIA MEIRELES MACEDO MAFALDO (CCTA)
Diretor da Secretaria-Adjunta do Campus de Areia: GUTTEMBERG DA SILVA SILVINO (CCA)
Suplente da Secretaria-Adjunta do Campus de Areia: SAULO CABRAL GONDIM (CCA)
Diretora da Secretaria-Adjunta de Bananeiras: IRANICE GONÇALVES MUNIZ (CCHSA)
Suplente da Secretaria-Adjunta de Bananeiras: NILVANIA DOS SANTOS SILVA (CCHSA)
Diretora da Secretaria-Adjunta do Litoral Norte: MARIA DA PENHA CAETANO DE F GILL (CCAE)
Suplente da Secretaria-Adjunta do Litoral Norte: SAULO EMMANUEL VIEIRA MACIEL (CCAE).

 

 

CHAPA 2 – CORDEL – Lutar e mudar as coisas

 

A Chapa 2 CORDEL – Lutar e Mudar as coisas representa, nesta difícil conjuntura, uma alternativa nas eleições da ADUFPB. Esta disputa eleitoral se dá num momento de profunda crise. Temos um governo reacionário, autoritário e obscurantista, que tem atacado duramente os direitos sociais mais básicos em prol do mercado financeiro. É caracterizado pela violência brutal, da polícia e das milícias, executando impunemente lideranças (como a vereadora Marielle Franco), criminalizando movimentos sociais e massacrando a população pobre. Além da manipulação do sistema judiciário para fins político-eleitorais, como fica evidente pelas revelações da Vaza Jato e a prisão arbitrária, ilegal e politicamente interessada de Lula.

Nas universidades, feitas inimigas do governo, os ataques se evidenciam no contingenciamento das verbas, no corte de bolsas (CNPq e CAPES), no projeto FUTURE-SE, na Reforma Administrativa e na intervenção nas reitorias. Tudo isso repercute em nossos ambientes de vida e sociabilidade, na sobrecarga de trabalho e na ausência de perspectivas, resultando também em um índice crescente de adoecimento docente. A mobilização da nossa categoria e o enfrentamento realmente coletivo são urgentes!

A nossa seção sindical está muito aquém dos desafios postos. Uma mesma direção, há mais de 20 anos subordinada a interesses particulares, reproduzem velhas formas antidemocráticas e desmobilizadoras, mesmo fazendo um discurso progressista que esconde práticas retrógradas. Quem conhece a ADUFPB sabe que ela é utilizada como aparato de poucas pessoas. A consequência é que professora(e)s não se identificam com o seu sindicato e têm se afastado e se desfiliado. Uma outra ADUFPB é possível, necessária e urgente. Autonomia e transparência para resistir aos ataques!

 

CONHEÇA OS INTEGRANTES DA CHAPA 2 [ CORDEL – Lutar e Mudar as coisas ]

Presidente: Márcio Bernardino da Silva (CCEN)
Vice-Presidenta: Nívia Cristiane Pereira da Silva (CCHLA)
Secretária Geral: Ana Lia Almeida (CCJ)
Suplente de Secretaria: Maria Irene Machado (CCHLA – Aposentada)
Tesoureiro: Daniel de Campos Antiquera (CCSA)
Suplente de Tesouraria: Luciana Aliaga (CCHLA)
Diretora de Política Sindical: Tássia Rabelo de Pinho (CCHLA)
Diretora de Política Social: Marília Meyer Bregalda (CCS)
Diretor de Política Educacional e Científica: Carlos Eduardo Zaleski Rebuá (CE)
Diretora Cultural: Michelle Gabrielli (CCTA)
Diretora de Divulgação e Comunicação: Roberta Candeia Gonçalves (CCJ)
Diretor de Assuntos de Aposentadoria: Kléber Salgado Bandeira (CCA – Aposentado)
Secretaria Adjunta de Areia (CCA): Diretora – Ângela Cristina Alves Albino
Suplente – Laís Angélica Borges
Secretaria Adjunta de Bananeiras (CCHSA): Diretor – Lucicléa Teixeira Lins
Suplente – Luís Felipe de Araújo
Secretaria Adjunta do Litoral Norte (CCAE): Diretor – Marco Aurélio Paz Tella
Suplente – Kelly Emanuelly de Oliveira

 

Propostas da CHAPA 2 – CORDEL – Lutar e Mudar as coisas

 

– Construir o sindicato docente pela base, nos centros; campanha de sindicalização ativa; democratização real das decisões.

– Valorizar a formulação e autonomia políticas e promover eventos nos campi fora de sede, e seus encaminhamentos em assembleias locais.

– Maior respeito aos aposentados; cursos livres, acadêmicos e de formação política; atividades de integração e sociabilidade.

– Fazer parcerias com projetos de ensino, pesquisa e extensão, da graduação e pós-graduação, articulando o cotidiano docente com a política sindical.

– Atuar na gestão da universidade e enfrentamento às reitorias quando estas são contrárias à comunidade – pressionar pelo posicionamento oficial contra o Future-se; garantir assento da ADUFPB no Consuni e Consepe.

– Discussão em assembleia sobre previsão orçamentária e de sua execução; aprovação anual das contas.

– Revitalizar o Conselho de Representantes em seu papel fiscal, de base e autônomo em relação à diretoria.

– Mudar a relação com a assessoria jurídica, com transparência e sentido político; apoio aos docentes em casos de assédio, racismo, perseguição ideológica e questões trabalhistas.

– Priorizar a luta de resistência contra os ataques do governo Bolsonaro e do capital às universidades, à ciência e à educação pública. Financiamento público, 10% do PIB para educação.

– Construir unidade da classe trabalhadora na luta pelos nossos direitos; contribuir para a reconstrução dos instrumentos mais gerais da classe trabalhadora brasileira, fazendo o balanço crítico do papel das principais Centrais Sindicais.

– Defender e participar ativamente do ANDES – Sindicato Nacional.

– Pautar questões ligadas aos movimentos de mulheres, negro, indígena, LGBTI, parceria ativa com estas lutas e coletivos.

– Discutir e atuar nas questões da saúde e condições de trabalho docente; pesquisa, Observatório, acolhimento e ação coletiva.

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