Após a decisão que negou o afastamento de 11 vereadores santa ritenses e do contador da Câmara Municipal de Santa Rita que foram presos pela Operação Natal Luz, o Ministério Público da Paraíba apresentou na tarde da última terça-feira(26) a 1ª Vara Criminal da Comarca de Santa Rita um recurso. No seu recurso o MPPB defende que em liberdade os parlamentares poderão destruir provas e que eles teriam ameaçado as testemunhas que denunciaram os crimes investigados pela operação.

Segundo os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado do Ministério Público do Estado da Paraíba – Gaeco a prisão  em flagrante dos vereadores teria promovido segurança ao erário público e a administração de Santa Rita, “ A soltura dos mesmos desencadeou um verdadeiro temor à população, especialmente em relação aos que se opõem à corrupção na câmara de vereadores”.

“A decisão judicial que indeferiu a suspensão das atividades de vereança, sob o fundamento de que já havia sido determinada a abstenção de participar de cursos, congressos e seminário, gerou na população santa-ritense um verdadeiro descredito nas instituições”, afirmaram os promotores no texto do recurso.

Acerca da defesa da juíza que indeferiu o pedido de afastamento dos vereadores compreendendo que isso atrapalharia o exercício da atividade legislativa na cidade os promotores ainda argumentaram, “Os parlamentares estão muito mais preocupados em participar de viagens turísticas pelas capitais do país em data estrategicamente escolhidas (de acordo com a alta estação de cada lugar, a exemplo da viagem a Gramado, no período do Natal Luz) do que em exercer as funções de legislar (elaborar leis), de fiscalizar e controlar o atos do Poder Executivo daquele município”.

 

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