Durante as investigações da Operação Calvário que culminaram nesta terça-feira com a determinação da prisão preventiva do ex-governador Ricardo Coutinho, e mais 16 pessoas ligadas a ele, entre eles o seu irmão Coriolano Coutinho, a PF verificou que Coriolano seria responsável por coletar propinas.

Segundo o relatório da operação, além de ser um dos principais responsáveis pela coleta de propinas destinadas ao ex-governador, o irmão do ex-governador circulava nas estruturas do Governo para “advogar interesses da organização criminosa junto aos integrantes do alto escalão”.

“Coriolano tem um protagonismo inequívoco dentro da dinâmica da organização criminosa, sendo destacado por seu irmão e chefe da ORCRIM, Ricardo Coutinho, para resolução de questões de variadas naturezas, inclusive pessoais, sendo responsável por administrar a rede de interpostas pessoas da família Coutinho” diz trecho.

Ainda segundo a decisão, “existe o risco do investigado interferir nas investigações, mediado contato ou ameaça  a pessoas, testemunhas e investigados, inclusive ocultando ou fazendo elementos de provas importante à elucidação dos fatos investigados na Operação Calvário”.

 

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