Um dos colaboradores da Operação Calvário, em que foi pedida a prisão de Ricardo Coutinho, disse ter integrado um esquema à parte de cobrança de propinas no governo da Paraíba.

Segundo a investigação, as propinas eram cobradas sempre após o pagamento da Secretaria de Educação do Estado, para as empresas.A aquisição de livro, ainda segundo o MPPB, rendia propina que poderia atingir 30%. Os demais materiais – laboratório, kit escolares e outros – poderiam atingir até 20%

De acordo com o delator, Ivan Burity, chefe de governo de Ricardo Coutinho, o ex-procurador Gilberto Carneiro e o presidente do PSB, Edvaldo Rosas, o contrataram para dizer que parte do valor arrecadado deveria ser revertido em beneficio deles, sob o argumento da necessidade de atendimento de demandas do PSB e demandas jurídicas especiais.

Burity, alega que estranhou o pedido, um vez que as ordens de Ricardo eram de que as propinas fossem entregues diretamente a Livânia Fárias, ex-secretária de Administração da gestão.

Ivan Burity afirma que acatou o pedido de Edvaldo Rosas, porque como as propinas pagas pelos fornecedores da educação possuíam margens variadas, a operação poderia ser implementada sem causar prejuízos à Organização Criminosa ou dificultar o relacionamento dos seus integrantes.

Após a implementação, Ivan Burity, Edvaldo Rosas e Gilberto Carneiro, começaram a ficar com parte dos valores. O trio ficou conhecido como os líderes do “Coletivo Girassol”.

O Ministério Público da PB aponta duas fornecedoras que venceram licitação do laborátorio de ciência. Por causa da ação do “Coletivo Girassol”, para que a Secretária de Educação liberase, de forma mais rápida, o pagamento dessa empresas, elas teriam repassado aproximadamente R$ 700 mil em propina.

Burity afirma que viajou diversas vezes, acompanhando de Jair Araújo, sobrino do ex-presidente do PSB, Edvaldo Rosas, a quem cabia distribuir o dinheiro recebido utilizando contas bancárias de parente e aliados políticos.

POLÍTICA PARAHYBA

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