Em mais um trecho da delação da ex-secretária de Estado da Paraíba, Livânia Farias, ela afirma que a Organização Criminosa, comandada pelo ex-governador Ricardo Coutinho fraudou o processo seletivo do Hospital Metropolitano de Santa Rita e que todos os dias, deputados indicavam nomes para trabalhar no Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa.

Livânia é acusada de integrar uma Organização Criminosa (Orcrim) pelo Ministério Público, através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), que recebia propinas através do desvio de recursos públicos por Organizações Sociais que atuavam nas áreas de Saúde e Educação, Paraíba. Ela foi presa em março de 2019 e acabou solta após assinar acordo de colaboração.

Colaboração essa que tem pautado as demais fases da Operação Calvário, juntamente com o acordo feito por outro integrante da Orcrim, segundo o Gaeco, o ex-secretário de Turismo Ivan Burity, também preso e solto após decidir colaborar.

Relembre o Processo Seletivo fraudado pela Organização Criminosa

Em 2017, o ex-governador Ricardo Coutinho abriu inscrições para o Processo Seletivo que iria contratar 1.289 profissionais de nível superior e médio para atuação no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em Santa Rita, na Grande João Pessoa. Na época 18 mil paraibanos se inscrevem em busca da tão sonhada vaga de emprego. No entanto, de acordo com a delação, as vagas eram ocupadas através de indicação políticas.

 

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