Novos trechos da delação da ex-secretária de Administração da Paraíba, Livânia Farias, foram divulgados.. No depoimento, ela afirma que um grupo de deputados estaduais teriam recebido R$ 280 mil retirado da Cruz Vermelha. A intenção seria conseguir que eles votassem a favor das matérias de interesse do Governo Estado na Assembleia entre os anos de 2013 e 2014.

Segundo a ex-secretária, o valor era repassado, mensalmente, através por um empresário de João Pessoa. Ela acrescentou que a proposta da suposta “mesada” teria partido do próprio empresário: “Vocês não sabem fazer política. Vou mostrar como se faz. Precisamos adoçar a boca dos deputados”, teria dito ele.

Ainda de acordo com a ex-secretária, os valores do mensalão ficavam em torno de R$ 30 a R$ 50 mil para cada parlamentar.

Segundo Livânia, os supostos beneficiários dos repasses seriam Adriano Galdino, Antônio Mineral, Branco Mendes, Eva Gouveia, João Gonçalves, Lindolfo Pires, Márcio Roberto e Tião Gomes.

Outro lado – O deputado estadual Adriano Galdino, atual presidente da Assembleia Legislativa, diante da citação do seu nome, emitiu a seguinte nota:

“O parlamentar esclarece que entre os anos 2012 e 2014 estava licenciado do mandato de deputado estadual atuando como secretário de Governo, ou seja, sem participar dos debates e votações na Assembleia Legislativa. O deputado destaca ainda que defende o trabalho do Ministério Público em toda e qualquer investigação, se coloca a disposição das autoridades, mas reafirma que o instrumento da delação por si só não pode ser considerado prova”.

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