A presença de conselheiros do Tribunal de Contas do Estado entre os investigados na Operação Calvário colocou o órgão em rota de colisão com o Ministério Público da Paraíba.

Em nota divulgada para a imprensa, o presidente do órgão de controle acusou o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de estar criminalizando a instituição Tribunal de Contas. O posicionamento causou a reação do coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto, que cobrou investigação interna do órgão sobre processos engavetados por conselheiros.

A reação de Viana teve como motivo o texto da denúncia protocolada pelo Ministério Público no qual afirma que o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) tinha amplo domínio sobre segmentos dos demais poderes. Um exemplo seria a atuação de parcela dos conselheiros. Pelo menos três deles integram o rol de investigados. A lista inclui Arthur Cunha Lima, Nominando Diniz e André Carlo Torres.

O presidente do TCE, Anóbio Viana, reagiu à acusação: “Uma instituição não comete crimes, quem comete crime são as pessoas. A pessoa que comete deve ser denunciada e punida. A instituição é sagrada. Na igreja católica se os padres cometem pecados, que respondam. Não a igreja católica. O TCE é uma instituição e deve ser respeitada. Quem se porta contra uma instituição está acabando com os pilares da democracia. As pessoas devem ser identificadas e responder.

O coordenador do Gaeco, Octávio Paulo Neto reagiu. “Me causa certo espanto a nota veiculada pelo conselheiro Arnóbio Viana, até porque ele, ao invés de veicular as medidas adotadas pelo Tribunal de Contas para auditar os processos que ficaram engavetados por anos e anos, no caso da Cruz Vermelha e outros casos, bem assim, outras circunstâncias bem peculiares”, pontuou Octávio.

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