Em entrevista, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que em pelo menos três capitais da região Nordeste, o PT deva sair com candidatura própria nas eleições municipais de outubro, e uma delas é João Pessoa, capital da Paraíba.

Lula aposta no nome do socialista Ricardo Coutinho, ex-governador do Estado, seu grande aliado, que foi preso pela Operação Calvário acusado de participar de uma organização criminosa que desviou recursos públicos durante a sua administração entre 2011 a 2018. Segundo Lula, mesmo o ex-gestor tendo a imagem manchada, pode sair mais forte de todo esse escândalo que envolveu o núcleo do PSB paraibano liderado por Coutinho.

“O companheiro Ricardo Coutinho pode sair mais forte se for mentira o que estão fazendo contra ele”, afirmou o ex-presidente em um trecho da entrevista exemplificando a sua situação, quando também foi preso pela Operação Lava Jato e afirma que o então juiz Sérgio Moro foi um “mentiroso” no seu caso e prometeu provar que foi montada uma “pequena quadrilha” dentro do Ministério Público federal para incriminá-lo.

“A Lava Jato, o Ministério Público e a força-tarefa não estavam cumprindo o papel grande que tem o Ministério Público. Montou-se uma pequena quadrilha para mentir e mentiram — e tudo isso vou provar”, destacou.

O ex-presidente afirmou ainda que o PT não pode abrir mão de ter uma candidatura própria em Recife, onde o partido poderá apoiar o deputado federal João Campos (PSB), o filho do Eduardo Campos, que morreu em 2014, ou ainda da deputada federal petista Marília Arraes.

Apesar de ter o PSB sempre como um aliado de primeira hora, Lula avisou que quando as eleições 2022 chegarem, espera que o PSB não peça outra vez para o PT não ter candidato a governador depois de quatro mandatos seguidos.

“Será que o PT não pode ter a oportunidade de ter candidatura própria? O PT vai ter candidatura própria, a Marília deve ser candidata do PT. Se ela não for para o segundo turno, ela apoia o João Campos ou outro candidato que fizer aliança com o PT. Isso vale para Fortaleza, João Pessoa, Natal, Salvador”, ressaltou.

Lula reclamou ainda que o PT não pode ser trancado de suas pretensões nas próximas eleições. “O PT não tem medo de fazer aliança, o PT não tem preocupação de apoiar outro candidato, o que o PT quer é ter o direito de ter os seus candidatos onde for necessário. Mas se o PT quiser apoiar outros candidatos, vai apoiar, como sempre apoiou”, exclamou em outro trecho da entrevista concedida ao portal UOL.

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