Na Paraíba, não se fala em luta contra corrupção sem se remeter ao Núcleo de Gestão do Conhecimento e Segurança Institucional e ao Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), órgãos ligados à Procuradoria-Geral de Justiça.

O NGCSI conseguiu, em 2019, ampliar a força da “onda HackFest” pelo país e fora dele. Já o Gaeco aprofundou investigações existentes, iniciou novos processos e ofereceu 15 denúncias, com um total de 67 denunciados por crimes relacionados à corrupção. Tudo com o auxílio de ferramentas tecnológicas.

Entre as 15 denúncias oferecidas pelo Gaeco, cinco foram dentro das investigações da Operação Calvário, deflagrada em dezembro de 2018 com cinco fases realizadas desde então. Alguns investigados foram denunciados em mais de um processo, sendo o último datado de setembro de 2019, contra nove pessoas. Outra operação deflagrada em 2018, que continuou tendo importantes desdobramentos em 2019 foi a Xeque-Mate, com três denúncias oferecidas neste ano, a última este mês de dezembro. Ambas as operações combateram crimes contra a administração pública.

“Avaliamos que 2019 foi um ano de muito combate à corrupção. Colhemos frutos da maturidade que foi alcançada com os massivos investimentos da Procuradoria-Geral de Justiça na cultura de integridade. Inequivocamente, isso trouxe uma nova visão da necessidade de se combater es manifestações das mais diversas organizações criminosas dentro de órgãos públicos, que afetam a prestação de serviço à população. Nessa linha, seguindo a orientação da PGJ, vamos continuar fazendo, com a mesma intensidade, esse tipo de enfrentamento”, afirmou

A tecnologia a serviço da investigação

Entre as ferramentas desenvolvidas para esse fim está o Sistema Integrado de Apoio à Investigação Pandora. A ferramenta permite a implementação de modelos de análise de grande volume de dados que permitam a detecção, de forma sistemática, de risco de crime contra a administração pública no âmbito dos gastos dos governos estadual e municipais, no Estado. Com a utilização de diversas técnicas analíticas, é possível otimizar a atuação do MPPB e demais atores do sistema de Justiça contra a utilização fraudulenta de recursos públicos. Essa e outras ferramentas estão sendo utilizadas por outros MPs, a exemplo dos órgãos ministeriais do Rio de Janeiro e do Paraná.

E por falar em ferramentas, não teve HackFest, este ano, na Paraíba, mas a “onda contra a corrupção”, como é chamada a maratona hacker, se espalhou como nunca. Foi um ano para investir em outros territórios. O NGCSI e parceiros do HackFest, com destaque para o Laboratório Analytics da UFCG, ajudaram outras instituições a construírem seus próprios eventos. O movimento começou a chamar a atenção de outras organizações em 2018, com a realização do Amapá HackFest (MP-AP) e do Amazon HackFest (MP/AM).

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