Em pronunciamento, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que o país precisa “voltar à normalidade”, defendeu a reabertura de escolas e que estados e municípios acabem com o “confinamento em massa” da população.

O presidente discursou afirmando novamente que o país precisa cuidar da pandemia do novo coronavírus “sem pânico ou histeria”, e defendeu que os governantes voltem atrás em seus decretos. “O vírus chegou, a vida tem que continuar, os empregos devem ser mantidos”, disse. “Devemos sim voltar à normalidade. Algumas poucas autoridades estaduais e municipais devem abandonar o conceito de terra arrasada, fechamento de comércio e confinamento em massa”, afirmou.

Bolsonaro questionou o uso de medidas adotadas pelos governantes, como, por exemplo, o fechamento de escolas, alegando que o grupo de risco é composto em sua maioria por idosos, acima de 60 anos. “Noventa por cento de nós não teremos quaisquer manifestação caso se contamine. Devemos sim ter extrema preocupação em não transmitir o vírus para nossos pais e avós, respeitando as orientações do Ministério da Saúde”, afirmou.

Sobre a imprensa, o presidente apontou que veículos adotaram tons mais brandos nesta terça-feira à respeito da pandemia, e disse que o alarde no país foi causado por comparações com o número de mortes na Itália. Dados do Ministério da Saúde desta terça-feira apontam para 46 mortes e mais de 2.000 casos confirmados em todo Brasil.

Por fim, o presidente ainda disse que, dado ao seu “histórico de atleta”, não teria problemas com a manifestação do vírus. Ele também voltou a ironizar a doença, chamando-a de ‘gripezinha’ e até ‘resfriadinho’, “como diz um conhecido médico de uma conhecida televisão” — em alusão a vídeos do Dr Drauzio Varella, da TV Globo, que foram feitos no início de fevereiro e republicados recentemente, fora de contexto, por membros do alto escalão do governo.

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