O empresário Abilio Diniz disse nesta terça-feira que deixar milhões de pessoas sem emprego no país pode ser pior que a doença causada pelo coronavírus e que se deve trabalhar, se possível, com data para término da quarentena no país. Ele afirmou ainda que é importante que a paralisação seja de semanas, e não de meses, porque há risco de as pessoas que é importante que a paralisação seja de semanas, e não de meses, porque há risco de as pessoas ficarem “mais desesperadas”.

Ele reforça porém, que, neste momento, é hora de a população continuar isolada em suas casas.

“Tenho me informado muito sobre o novo coronavírus, e cresce a ideia entre médicos, infectologistas, economistas, empresários, de que o remédio de parar totalmente o mundo até a pandemia passar pode acabar tendo um custo humano maior do que o próprio vírus. Por isso, tem ganhado força a visão de que devemos parar tudo por algumas semanas para conter a disseminação do vírus e adotar todos os preparativos para que, passado esse período, tomemos medidas para que a economia volte a funcionar, mas de forma diferente e mais segura”, escreveu ele em rede social.

O empresário afirma que “deixar milhões de pessoas por meses sem renda, sem emprego, confinadas em residências muitas vezes precárias e sem conforto, pode ser pior que a própria doença”.

Na visão dele, nesse cenário, “as pessoas ficarão cada vez mais desesperadas”, e continua: “Elas estão perdendo emprego, vendo seus negócios naufragarem e ficando sem recursos até para comprarem alimentos e produtos básicos. Por isso é importante trabalhar com uma parada de semanas, não de meses. E, se possível, com uma data para seu término”.

No seu entendimento, se for dado “um horizonte de retorno ao trabalho, à renda vital”, haverá um ânimo para as pessoas enfrentarem este momento de perdas e incertezas.

Abilio afirma que isso pode ser feito de forma responsável mantendo a proteção aos mais vulneráveis.

Ele diz que nesses dias de quarentena “rígida e abrangente”, é preciso fazer “de tudo para proteger os mais vulneráveis” e também, de forma paralela, “fazer tudo para poder colocar de novo a economia andando”, disse.

“Vamos identificar e proteger os idosos e os grupos de risco por outras doenças pré-existentes, criar redes de assistência para essas pessoas e para seus cuidadores […]. Vamos construir hospitais de campanha, ampliar leitos, ter mais testes, mais medicamentos, mais respiradores, proteger mais os médicos e o pessoal da saúde, e fazer tudo ao nosso alcance para poder colocar de novo a economia andando”.

Na avaliação do empresário, “a decisão de retomar a vida produtiva do país após esse período de parada radical precisa ser tomada agora, para estarmos prontos”, afirmou.

Ele diz que, “quando chegar o momento de virar a chave”, será preciso analisar todos os dados “e seguir em frente”.

“Estamos numa guerra, e numa guerra não tem decisão fácil e sem custo. Quanto mais possibilidades tivermos, e quanto maior a nossa prontidão, melhor será a nossa resposta ao maior desafio das nossas vidas”.

A postagem dessa última terça-feira (24) é mais direta do que a live na rede social Instagram feita na segunda-feira por Abilio, na qual o empresário disse que a situação gerada pela pandemia do novo coronavírus (covid-19) “não é tão grave assim” para que se tenha um horizonte de meses, e não de semanas, para uma volta da economia à normalidade.

 

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