Os últimos acontecimentos, amplamente repercutidos pela imprensa nacional e internacional, acerca dos posicionamentos e declarações polêmicas recentes do Presidente da República, Jair Messias Bolsonaro (Sem Partido), envolvendo o tema da pandemia da Covid-19, atraem para a nossa nação um olhar negativo por parte da Comunidade Internacional e geram na população, em meio ao momento que vivemos, uma grande preocupação.

Na contramão de vários líderes mundiais, a exemplo de Ângela Merkel na Alemanha, Boris Johnson e a Rainha Elizabeth II, no Reino Unido, Emmanuel Macron, na França e até o próprio Donald Trump nos EUA – a quem os Bolsonaros e auxiliares tanto idolatram – o Presidente do Brasil fez declarações absurdas acerca da pandemia do novo coronavírus (Sars-CoV-2), subestimando os efeitos da doença que já se alastra por todos os continentes e já levou a óbito mais de 70 mil pessoas ao redor do mundo, sendo motivo de muita apreensão e cuidado entre as principais autoridades e profissionais da saúde.

Desde o final de fevereiro, quando o novo coronavírus chegou ao Brasil, o Presidente Bolsonaro tem assumido uma postura totalmente irresponsável diante do novo vírus; tem tratado o problema de saúde como algo irrelevante. Sendo assim, participou de aglomerações como as do movimento contra as Instituições (Congresso Nacional e STF), no dia 15 de março e também no dia 29, quando visitou comerciantes pelas ruas de Ceilândia e Taguatinga, no Distrito Federal. Paralelo a isso, Bolsonaro atacou o papel da Imprensa e dos Governadores e Prefeitos, jogando para esses a responsabilidade pela crise econômica que poderá atingir o Brasil no futuro, devido a correta orientação de isolamento social, defendida por 76% da população – segundo a Datafolha –(recomendado pelo próprio Ministro Mandetta, que tem seguido as orientações da OMS).

O Presidente passou a adotar um discurso imprudente, a tratar a doença apenas como uma “gripezinha” e um “resfriadozinho”, durante pronunciamento oficial no dia 24 de março, gerando perplexidade, inclusive, entre os seus próprios apoiadores. Distanciando-se cada vez mais das orientações do próprio Ministério da Saúde, ele chamou a crise pandêmica de histeria.

Controlado por seus filhos (principalmente o Vereador do Rio de Janeiro, Carlos Bolsonaro, o chefe do executivo nacional está perdido e caminha ladeira abaixo no que diz respeito a sua popularidade diante dos diversos problemas políticos que o seu Governo vem enfrentando ao longo dos últimos meses e, sem dúvida alguma, essas crises não passam alheias ou distantes dos problemas sociais causados pela pandemia. Enquanto isso, os Governadores (com destaque para o Consórcio Nordeste) e Prefeitos assumem um papel importante de protagonismo diante da opinião pública, no sentido de buscar alternativas para solucionar os problemas econômicos e resguardar a saúde da população, como por exemplo as medidas tomadas pelo Governador João Azevêdo (Cidadania) e o seu Secretário de Saúde, Dr. Geraldo Medeiros, as quais têm sido destaque nacional na luta contra o Covid-19, muito pelo fato da Paraíba ser ainda um dos estados da federação que apresenta o menor número de casos confirmados.

Diante desta repercussão positiva, das ações proativas tomadas pelo Governo da Paraíba no sentido de sanar os problemas referentes à pandemia, o Gabinete do Ódio, coordenado pelo Vereador e filho do Presidente, Carlos Bolsonaro (PSC-RJ), tem espalhado irresponsavelmente diversas Fake News, nos últimos dias, por meio de seus robôs, utilizando as redes sociais com o intuito de atacar e desestabilizar o Governador João Azevêdo e causar revolta nas pessoas, o que configura-se como uma atitude totalmente reprovável é minimamente criminosa.

Outro fator que é importante destacar, é que na última semana, após muita queda de braço entre o Governo Federal e o Congresso Nacional, foi aprovado um auxílio de até R$ 1.200,00 para famílias contempladas pelo Bolsa Família, inscritas no CadÚnico do Governo Federal, bem como os trabalhadores e trabalhadoras autônomas, para que possam enfrentar o isolamento social, entretanto, o presidente Jair Bolsonaro ainda não liberou os recursos para a população brasileira, que é penalizada pela falta de comprometimento pelo atual governo. Vale ressaltar, que o desejo do Governo e de sua equipe econômica era de apenas destinar R$ 200,00 por mês, para as famílias do Brasil, valor bastante irrisório para o sustento do povo.

O Brasil certamente vive um dos seus piores momentos políticos e tem no seu representante máximo, uma pessoa descontrolada e totalmente desequilibrada, desprovida de governabilidade, que ainda sustenta a sua posição graças aos setores ultraconservadores da nossa sociedade, a exemplo da elite brasileira (conhecida como a pior do mundo) e setores religiosos retrógrados, os quais foram responsáveis pela sua eleição.

Diante disso, nós da Juventude 23 do Partido Cidadania na Paraíba, vimos por meio desta, repudiar a postura do Presidente Jair Bolsonaro diante dos fatos elencados anteriormente, cobrar a rápida destinação dos auxílios financeiros às famílias e também externar o nosso apoio ao Ministério da Saúde, na pessoa do Ministro Henrique Mandetta que vem sofrendo ameaças recorrentes, de perder o seu cargo, medida essa que seria reflexo de uma gestão totalmente anti-democrática e que culminaria em um grave problema nesta atual conjuntura da saúde pública de nosso país. Nosso apoio também aos Governadores e Prefeitos e principalmente aos profissionais de saúde de nosso país, que têm desempenhado um papel fundamental no enfrentamento ao novo coronavírus. É preciso ressaltar que a economia pode ser recuperada, a vida normal será reestabelecida, mas as vidas perdidas de amigos e entes queridos, por causa desta terrível e invisível doença, estas não voltarão. Portanto #FiqueEmCasa.

João Pessoa, 06 de abril de 2020.

Juventude 23 (Cidadania-PB)

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