Está na pauta na Câmara dos Deputados, o Projeto de Lei do paraibano Wellington Roberto (PL) que obriga empresas com patrimônio superior a R$ 1 bilhão a emprestar dinheiro ao governo para gastos com a pandemia de Covid-19.

A ideia é confiscar 10% do lucro das grandes empresas dos últimos 12 meses. O presidente Rodrigo Maia (DEM-RJ) é contra a proposta. Nos últimos dias, o partido de Wellington Roberto tem se aproximado do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em busca de cargos na gestão. No último dia 9, os dois se reuniram no Palácio do Planalto.

Pressionada por empresários e pelo governo, a Câmara adiou nesta quarta-feira (22) a votação da urgência do projeto que estabelece empréstimos compulsórios de empresas bilionárias. O texto enfrenta resistência do empresariado, de parlamentares e, principalmente, da equipe econômica, que afirma que a proposta prejudica a imagem do país e afugenta investidores.

O projeto de lei que institui o empréstimo compulsório foi apresentado no último dia 23 de março pelo deputado Wellington Roberto (PL-PB), líder do partido na Câmara. Segundo o texto, empresas domiciliadas no país com patrimônio igual ou superior a R$ 1 bilhão estariam sujeitas à medida. Se a proposta for aprovada, permitirá ao governo cobrar dessas companhias valor equivalente a até 10% do lucro líquido apurado nos 12 meses anteriores à publicação da lei.

O projeto determina que o dinheiro recolhido obrigatoriamente das empresas seja destinado a despesas extraordinárias provocadas pelo novo coronavírus. Após análise técnica do projeto, o Ministério da Economia concluiu que a proposta é inadequada. Os técnicos avaliam que o projeto é prejudicial à imagem do Brasil e dificultaria a atração de novos investimentos, seja por meio de dívida ou de investimentos diretos.

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