Após sucessivos embates com o presidente Jair Bolsonaro, o ex-juiz da Lava-Jato Sergio Moro decidiu pedir demissão do Ministério da Justiça e Segurança Pública. O estopim foi a exoneração do delegado Maurício Valeixo do cargo de diretor-geral da Polícia Federal (PF).

Durante o discurso feito no final desta manhã, ex-juiz da Lava-Jato afirmo que, quando aceitou o convite para assumir o Ministério da Justiça e Segurança Pública, recebeu “carta branca” do presidente.

Bolsonaro havia falado sobre a intenção de trocar o chefe da PF, nessa quinta-feira (23/4). Moro se mostrou contra e afirmou que, se a exoneração fosse confirmada, ele também deixaria o cargo. O que se confirmou em pronunciamento feito pelo ministro no final da manhã desta sexta.

Soma-se a isso que Moro também está inconformado com a proximidade de Bolsonaro com parlamentares do Centrão, como o ex-deputado Roberto Jefferson (PTB), cassado e condenado no processo do mensalão.

Peça importante e um dos pilares do atual governo federal, Moro é o ministro mais popular do governo de Jair Bolsonaro e é visto como um possível adversário do presidente na disputa de 2022.

Para virar ministro, Moro pediu exoneração do cargo de juiz federal, no qual se destacou em razão das ações penais que conduziu no âmbito da Operação Lava-Jato, em que foi responsável pela condenação e prisão de nomes importantes do cenário político, como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

 

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