O receio de que Jair Bolsonaro confirme as acusações de Sergio Moro, criando uma “ação entre amigos” na escolha dos chefes da Polícia Federal e do Ministério da Justiça, levou a cúpula do Congresso a oferecer uma alternativa ao presidente. No fim de semana, Davi Alcolumbre e líderes partidários se reuniram para uma conversa em que decidiram oferecer ao presidente o nome do senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para o cargo de ministro da Justiça. O próprio Alcolumbre encarregou-se de fazer a indicação a Bolsonaro, que ainda não decidiu o que fazer com a transição na pasta de Moro. Pacheco participou dessas conversas.

No Parlamento, o temor dos aliados de Bolsonaro é de que ele use seu poder para indicar o delegado Alexandre Ramagem ao comando da PF, Jorginho Oliveira à pasta da Justiça e ainda reserve a Segurança Pública ao ex-deputado Alberto Fraga.

A confraria estaria formada e as acusações de Moro de que Bolsonaro tenta incorporar a Justiça e a PF ao seu gabinete pessoal, comprovadas, na avaliação dos parlamentares. O nome de Fraga sofre resistências no Congresso, apesar da proximidade do ex-deputado com o presidente.

Apesar da iniciativa do Congresso, um integrante da ala militar do palácio disse ao Radar que o nome do senador não teria chance de vingar. Não é a primeira vez que o nome de Pacheco surge como possível titular da Justiça. No governo Michel Temer esteve cotado, mas não vingou.

 

Fonte: Veja
Carregar Mais Artigos Relacionados
Carregar mais por Gabriel Moura
Carregar mais por Política
Comentários estão fechados.

Veja Também

ÁUDIO: Genivaldo Tembório intermedia doação de terrenos e deve virar alvo de representação por uso da maquina pública para fins eleitorais

O candidato a prefeito pela coligação ‘O trabalho continua’, Genivaldo Tembório (Cidadania…