A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP) afirmou que “as vezes acredita” que a ligação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), “com o PCC é verdadeira”. As críticas contra o magistrado ocorreram quando ela foi questionada sobre um inquérito, aberto na Corte, que investiga quem são os organizadores e financiadores de atos que pediram intervenção militar e ocorreram em diversas cidades do país. O Supremo investiga a participação de parlamentares na realização dos atos, o que pode ser classificado como crime e levar a responsabilização penal. Zambelli também afirmou que o ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro, inventou provas contra o presidente Jair Bolsonaro.

As declarações foram feitas em entrevista à Jovem Pan. O ministro Alexandre de Moraes é o relator do inquérito sobre as manifestações pró-regime militar e também de outra investigação, que apura fake news e ataques contra o Supremo. “Sobre o Alexandre de Moraes, me desculpa, mas às vezes acredito que a ligação dele com o PCC era verdadeira. Porque ele está envolvido na causa de investigar pessoas que faziam o bem pelo Brasil”, disse a deputada. Ambas as investigações tramitam em sigilo e miram deputados que apoiam o governo. Em uma delas, o vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente da República, é um dos alvos.

Para Zambelli, o Supremo está ultrapassando seus limites constitucionais ao determinar ações de busca e apreensão contra cidadãos comuns, que lançaram críticas ao Tribunal em postagens na internet. “Há milhões de brasileiros aterrorizados com essa possibilidade do STF investigar cidadãos comuns, que estavam dando opinião na rede social ou xingando ministros do STF. Quando o Alexandre de Moraes abriu essa investigação no STF, todo mundo falava que ele estava sendo a vítima, o acusador, o promotor, o policial, o julgador. O STF estava sendo tudo. E o STF está abrindo essa investigação de fake news para aterrorizar a população para não poder xingar ministro nenhum, político nenhum, presidente da Câmara ou do Senado nenhum. Então calma aí. CPMI e investigação no STF não servem para aterrorizar o povo”, disse.

Em relação ao ex-ministro Sérgio Moro, que acusou o presidente de tentar interferir na Polícia Federal por razões políticas, e tentar acesso a relatórios de inteligência, a parlamentar afirma que ele agiu na intenção de criar provas. “Se você perceber, o print que o Moro deu foi às 7h33 da manhã. E ele terminou de escrever para o presidente às 7h33 manhã. Então, ele tira print no mesmo momento da conversa. Já dá para perceber, no dia 23 de manhã, que ele estava com intenções de criar provas”, completou.

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