O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva advertiu neste 1º de Maio que a tarefa dos trabalhadores de todo mundo, diante da pandemia, é aproveitar a oportunidade para a construção de um novo mundo, baseado na Justiça Social, na Igualdade e na Liberdade. São esses valores que devem guiar todos os trabalhadores diante da crise do capitalismo, que mergulhou o mundo numa paralisia assustadora.

“No mundo que eu espero depois da tragédia do coronavirus, o coletivo haverá de triunfar sobre o individual, a solidariedade e a generosidade triunfarão sobre o lucro”, disse Lula, em mensagem gravada em vídeo e dirigida aos trabalhadores do Brasil e do mundo.

“A pandemia deixou o capitalismo nu”, afirma Lula. “Foram necessários 300 mil cadáveres para a humanidade ver uma verdade que nós, trabalhadores, conhecemos desde o dia que nascemos. A tragédia do coronavírus expôs à luz do sol uma verdade inquestionável: o que sustenta o capitalismo não é o capital. Somos nós, os trabalhadores”, lembrou. “A História nos ensina, porém, que grandes tragédias costumam ser parteiras de grandes transformações”.

“É essa verdade, nossa velha conhecida, que está levando os principais jornais econômicos do mundo, as bíblias da elite mundial, a anunciarem que o capitalismo está com os dias contados. E está mesmo. Está moribundo”, destacou.

Lula defende a construção de um novo mundo. “Um mundo em que ninguém explore o trabalho de ninguém, um mundo em que se respeitem as diferenças entre um e outro, um mundo em que todos, absolutamente todos, disponham de ferramentas para se emancipar de qualquer tipo de dominação ou de controle”, disse, numa mensagem de esperança.

Ele prestou solidariedade aos familiares de todas as vítimas do coronavirus e a todos os trabalhadores e trabalhadoras que estão lutando para salvar vidas em todo o mundo. “Um vírus desconhecido conseguiu fechar fronteiras, trancar em casa mais de 3 bilhões de seres humanos e mudar de maneira dramática a vida de cada um de nós”, disse o ex-presidente.

“Há três meses estamos como num longo túnel sem fim, recebendo a cada dia notícias piores que as do dia anterior. A humanidade desperta todos os dias torcendo para que o número de mortos de hoje seja menor que o de ontem. Estamos vivendo os mais tenebrosos dias da nossa história”, lamentou.

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