Dia 3 de maio de 2020, foi comemorado o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa. No Brasil de Jair Bolsonaro, no entanto, a data ficará marcada por chutes e pontapés contra profissionais do jornal O Estado S. Paulo,  que cobriam ato antidemocrático realizado por apoiadores do governo e endossado, mais uma vez, pelo próprio presidente da República.

As desleais agressões, assim como o mote da própria manifestação, foram amplamente criticadas por lideranças políticas, que indicaram desrespeito às leis e falta de ação das forças de segurança.

“Os marginais do bolsonarismo agrediram profissionais do jornalismo. Está faltando respeito à lei, polícia, ação das autoridades. Até quando deixarão fascistas à vontade? Daqui a pouco vai ter revide. O país vai virar um ringue?”, questionou o deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

Para ele, é preciso uma ação mais enérgica para conter atos criminosos cometidos por estes grupos.

“Já passa da hora das forças de segurança agirem com rigor contra atos criminosos e antidemocráticos. Ao lado disso, o STF revelar e punir os financiadores”, completou Silva.

O deputado Renildo Calheiros (PCdoB-PE) também lamentou a agressão. Para ele, “a imprensa não ser respeitada revela a fragilidade da democracia nesse momento”.

Assim como no dia 19 de abril, Bolsonaro participou na manifestação que pedia o fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal (STF). Sem máscara, desceu a rampa do Palácio do Planalto escoltado por jovens também sem qualquer proteção contra o novo coronavírus. Um deles empunhava as bandeiras dos Estado Unidos e de Israel durante o trajeto.

Para a líder da bancada do PCdoB, deputada Perpétua Almeida (AC), além da gravidade dos pedidos no ato, Bolsonaro cometeu um ato de “traição nacional”.

“Em frente ao Palácio presidencial, Bolsonaro comete um ato de traição nacional ao desfilar com bandeira estrangeira. O mesmo ato que pediu o fechamento do Supremo e do Congresso, achincalhou o presidente da Câmara e ministros do STF”, afirmou.

O novo descaso de Bolsonaro com a vida dos brasieliros se deu no mesmo dia em que o país ultrapassou os 100 mil infectados e contabilizou total de 7 mil mortos por covid-19. No entanto, Bolsonaro voltou a criticar o isolamento social e disse como será seu governo a partir de agora.

Segundo ele, se chegou “ao limite, não há mais conversa”. “Faremos cumprir a Constituição a qualquer preço e ela tem dupla mão”, disse Bolsonaro no ato.

O vice-líder da bancada, deputado Márcio Jerry (MA), criticou a postura do presidente. “Pessoas morrendo, milhares, cada vez mais pessoas morrendo vítimas da Covid-19, e o presidente segue indiferente a tanta dor, a tamanha tragédia. Segue ajudando a proliferação do novo coronavírus. Bolsonaro ultrapassou todos os limites. Chega”, afirmou.

Para a deputada Professora Marcivânia (PCdoB-AP), a participação no ato foi mais uma tentativa do governo de desviar a atenção para a sua falta de capacidade de administrar a crise sanitária pela qual passa o país. “O governo não tem ações para mostrar então tenta desviar a atenção. Diariamente comete mais crimes e se afunda mais ainda. O que comemoram? As mais de sete mil mortes? Precisamos repudiar isso tudo e sermos solidários. Não o contrário”, disse.

A deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ) também se manifestou e pediu um “basta desse bolsonarismo doentio e violento”.

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