Seguindo orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a deputada federal e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR), apresentou projeto de lei para estender o pagamento de auxílio emergencial de R$ 600 pelos próximos 12 meses. Ela justifica que o período inicialmente  previsto pelo Congresso Nacional, com o seguro quarentena por apenas 3 meses é insuficiente diante da previsão de contaminação pela Covid-19 até agosto. “As pessoas precisam ser amparadas pelo Estado brasileiro, neste momento trágico da vida nacional”, disse. O país tem hoje mais de 162 mil pessoas contaminadas e o Brasil é apontado como o próximo grande foco do vírus no mundo. O líder da Minoria, deputado José Guimarães (PT-CE), também apresentou projeto, estendendo o auxílio até dezembro.

Nesta segunda-feira (11), o vice-presidente da Caixa Econômica Federal, Paulo Henrique Angelo, disse que o banco aguarda o governo federal divulgar o novo calendário do auxílio emergencial para detalhar como será feito o pagamento das próximas parcelas. O governo ainda não sabe quando retoma os pagamentos. Até agora 47 milhões de pessoas aguardam receber ainda a primeira parcela do seguro-quarentena.

Gleisi apresentou o projeto diante da evidente dificuldade de retomada da economia e com o agravamento da crise sanitária. Ela lembra que haverá um período de transição entre o choque do isolamento e a efetiva retomada da economia, uma vez que o mercado de trabalho costuma ser o último a reagir em momentos de crise. “É fundamental aumentar o período previsto para a concessão do auxílio emergencial, de modo a amparar as pessoas que serão duramente atingidas pelas consequências econômicas dessa pandemia”, justifica.

O projeto 2283/2020 foi assinado por vários parlamentares do PT. Desde o início da crise, a bancada da oposição no Senado e na Câmara tem atuado para apoiar os trabalhadores e as micro e pequenas empresas propondo projetos e emendas. As medidas buscam superar a inoperância do governo em garantir a sobrevivência das empresas e os empregos.

O auxílio de R$ 600 foi fruto de um amplo esforço do Congresso, tendo em vista que o governo havia proposto inicialmente o valor de R$ 200 como abono para o público do Cadastro Único.

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