Com mais de 1.500 casos confirmados de Covid-19, a Prefeitura de João Pessoa (PMJP) irá tornar 100% da rede de UPAs (Cruz das Armas, Oceania, Bancários e Valentina) dedicadas aos casos moderados e graves Coronavírus, quando há desconforto respiratório. O anúncio foi feito neste domingo (17) pelo prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo, por meio das redes sociais. O gestor informou que a medida passa a valer a partir desta segunda-feira (18) e reforçou que a realização de testes para identificação da doença é feita nas Policlínicas e em 54 Unidades de Saúde da Família (USFs) exclusivamente para pacientes com síndromes gripais. Com a decisão, a Capital paraibana alcança a marca de 230 leitos implantados para o combate o vírus.

O atendimento de urgência e emergência para quem tem outras enfermidades será realizado nas unidades hospitalares credenciadas ao município, a exemplo dos Hospitais Edson Ramalho, São Vicente e Universitário Nova Esperança. No caso destes últimos, a recepção de pacientes se dará a partir de atendimentos do Samu. O pronto-atendimento do Ortotrauma de Mangabeira também estará à disposição da população, junto com toda a Rede de Atenção Básica. “Com mais pessoas infectadas pela doença, João Pessoa precisou ampliar ainda mais a sua rede de serviços para combater a pandemia. Acabamos de abrir novas alas para enfrentar a doença no Hospital Prontovida, mas seguimos ampliando a rede de saúde. As UPAs têm um papel importante na estabilização dos casos moderados e graves, sendo decisivas na hora de salvar vidas”, explicou.

As UPAs Cruz das Armas e Valentina já eram parte da rede municipal de combate à Covid-19. Com a medida, as unidades dos Bancários e Oceania também passam a atender casos da doença. “Observamos que a demanda de pacientes com Coronavírus vinha crescendo nestas unidades, por isso optamos por ampliar o serviço”, disse Adalberto Fulgêncio, secretário de Saúde. Ele recomendou que pacientes de outros municípios que já dispõem de Unidades de Pronto-Atendimento evitem se deslocar até João Pessoa, buscando o serviço mais perto de casa. “É uma medida sanitária importante, que ajuda a conter a propagação do vírus entre cidades. Se houver a demanda de leitos de UTI, ela será feita pela Central Estadual de Regulação, como já vem acontecendo”, ponderou.

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