A Justiça da Paraíba determinou o bloqueio dos bens do ex-governador Ricardo Coutinho (PSB) e de outras oito pessoas denunciadas pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) no âmbito da Operação Calvário. O processo corre em segredo de Justiça.

O advogado de Ricardo Coutinho, Eduardo Cavalcanti, informou que a defesa do ex-governador recorreu da decisão e pediu a liberação do valor bloqueado, uma vez que “se trata de bloqueio que recaiu sobre numerário que tem origem lícita e corresponde a verbas salariais do ex-governador”. Eduardo diz ainda que não existem bens em nome de Ricardo Coutinho que correspondam ao montante bloqueado e que “a decisão menciona R$ 6 milhões e foram bloqueados em torno de 1% da quantia”.

Além de Ricardo Coutinho, também tiveram os bens bloqueados o ex-senador Ney Suassuna, o filho dele, Fabrício Suassuna, os ex-secretários Waldson de Souza e Aracilba Rocha, o ex-procurador-geral da Paraíba Gilberto Carneiro; os ex-superintendentes do Hospital de Trauma de João Pessoa Edmon Gomes e Saulo Avelar; e o ex-diretor da Cruz Vermelha Brasileira no Rio Grande do Sul Sidney Schmid.

As nove pessoas são acusadas pelo MPPB de integrarem uma suposta organização criminosa que teria atuado na Paraíba durante os mandatos de Ricardo Coutinho, que desviava dinheiro da saúde por meio de contratos com Organizações Sociais.

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