O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio, que recebeu alta depois de 31 dias internado com Covid-19, disse à CNN que Jair Bolsonaro deveria ter “seriedade em tratar de uma doença grave, que eu conheci de perto”.

“Fico impressionado com a insensatez do Brasil e dos EUA. A diferença é que um país ficou rico e o outro não, mas os dois fizeram besteira na pandemia. Deixaram as pessoas expostas, não focaram em prevenção.”

O prefeito também disse que acredita que os registros dos casos no Amazonas estão subnotificados. “Tem gente que pode estar com seus mortos no quintal”, afirmou. Para Virgílio, deveria haver uma atenção maior com o Estado, principalmente pela questão indígena.

Ainda em maio, o prefeito alertou o governo federal sobre a situação de vulnerabilidade dos índios, mas não obteve êxito. “Eu temo um genocídio e quero denunciar essa coisa ao mundo inteiro”, disse à época.

Sobre a capital, o prefeito de Manaus afirmou que o município passa por uma fase de tranquilidade, mas que não é hora de aliviar nas medidas de prevenção.

“Passei 31 dias internado com Covid-19 e foi muito cruel. Peço às pessoas que se cuidem, pois está vexatória a situação do Brasil, segundo país em mortes no mundo”, alertou. Ele destacou, ainda, a eficiência econômica da gestão, que segue realizando obras e investimentos em áreas essenciais. “Manaus está passando ao largo dessa crise [econômica]”, concluiu.

Dos 100.940 casos confirmados no Amazonas até esta sexta-feira, 35.592 são de Manaus (35,26%) e 65.348 do interior do Estado (64,74%).

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